Faz tempo eu estava procurando uma foto pra fazer de capa pro Starry Night, e agora eu finalmente achei! A foto eu achei no site: www.weheartit.com, e eu achei que a capa ficou linda!:
Eu só não gostei da fonte, eu queria uma mais dramática.
P.S: Eu vou procurar uma imagem para fazer a capa de Rosa dos Ventos, também.
P.S.S: Gente, se eu não conseguir mais seguidores, vou ter que apagar o blog. Sinto muito, eu gosto muito de escrever aqui, mas eu tenho apenas duas seguidoras! Falem com seus amigos, amigas, vizinhos, professores, primos, namorados, até pras suas inimigas, mas por favor, peçam pra ele me seguirem! Eu realmente espero que eu não tenha q apagar o blog.
Bjs
Mila
um blog totalmente doçe, que fala sobre a pessoa que eu sou, e sobre as coisas que gosto. Sigam xD
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sexta-feira, 19 de outubro de 2012
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Rosa dos Ventos capítulo 2
Eu irei ter que limpar todos os armários da minha escola. O diretor queria me expulsar, mas meu padrasto consegue ser muito persuasivo. Então eu consegui escapar com uma detenção, uma advertência e irei ter que limpar todos os armários da minha escola por um mês. Demais.
Mas não é só isso. Eu vou ter de limpar os armários junto com Roland Black.
Roland morava na minha casa. Tá, na verdade ele não mora na minha casa, mas a casa dele é no meu quintal. O pai dele é o caseiro que trabalha na minha casa. Meus padrastos gostam muito dele, e eu também. Ele é um senhor muito legal e simpático. Mas o filho dele é meio estranho. Ele nunca fala com ninguém, além de ser pobre, um dos maiores crimes aqui na nossa escola. Apesar de ser bonito, com seus cabelos lisos negros como a noite e olhos cinza- claros. Roland é realmente muito bonito, mas eu já ouvi minhas amigas falando que antes de eu chegar aqui ele já tinha sido preso três vezes por tráfico de drogas. Resumindo, eu tento evitar ele o máximo possível, apesar de nós sairmos pra escola quase ao mesmo tempo, eu com meu BMW prata e ele com um Ford simples. É um contraste que chega até a ser engraçado.
Eu estava brisando durante a aula de história, quando eu me assustei com a campainha que avisava do fim das aulas do dia. Bem, pelo menos para todas as pessoas que não espancaram meninas na educação física. Pra mim avisava o começo do trabalho manual intenso e inútil. Afinal, nós não pagávamos os funcionários para isso? Eu realmente estava fula da vida.
Peguei os meus materiais e enfiei na minha bolsa Marc Jacobs púrpura e fui ao meu armário para guardá-la e esperar pelas ordens da vice-diretora.
Caminhei pelos corredores ao ar-livre da minha escola. Quando eu cheguei aqui, no meu primeiro dia de aula, fiquei surpresa com a magnitude dos cinco prédios de calcário branco com roseiras de todas as cores que você imaginar. No Brasil, não existem escolas desse jeito, com tudo quanto é tipo de flores, e grandes campos verdes com fontes de água cristalina espalhadas pelo território. Sem contar os caras. Eu só pensei UAU! Quando entrei pelo portão da frente e todos aqueles gatos olharam para mim. Devo dizer que é meio enjoativo, pois só tem surfistas loiros dos olhos azuis. E também sou obrigada a admitir que fiquei boquiaberta quando vi Roland pela primeira vez. Gosto mais de caras com o contraste cabelo-escuro-e-olhos-claros menos bombados do que os vários surfistas que me deram mole no caminho entre o portão e o meu armário. Mas nem tudo é perfeito não é?
Quando cheguei no meu armário, Stela e Marin já estavam á minha espera. Stela é uma loira (quase todo mundo aqui é loiro) e tem olhos azuis. Uma típica americana. Já Marin tem longos cabelos castanho e olhos pretos misteriosos.
- E aí, vamos ao shopping hoje á tarde?- Disse Stela.
- Não posso, tenho que limpar o eu closet, e vocês sabem que isso não é tarefa fácil. - Sem chance de eu contar á elas sobre a minha tarefa como o menino das drogas, mesmo que seja a escola que esteja me obrigando.
- Everest, você está bem? Está faltando a muitas idas ao shopping, e a Stela acha que você pode ter um namorado secreto.- Disse Marin.
Stela deu uma cotovelada em Marin murmurando "Psiu". Eu me limitei á rir. Stela era muito paranoica, e Marin fazia um contrapeso com ela. Enquanto Stela era infantil e sensível, Marin tinha um olhar de aço, lutava muitas arts marciais e nunca tinha sido vista chorando.
- Marin, eu estou bem. É que a minha madrasta está pegando pesado na limpeza e eu tenho de ajudá-la, porquê ela me acolheu e tal. E Stela, eu não tenho um namorado secreto. Não tenho nem namorado. Desculpem, gente, mas eu realmente preciso ir.
Com isso, eu me virei e dei de cara com a vice-diretora, que me perguntou:
- Está pronta para botar a mão na massa?
Murmurei um sim e fiz uma carranca.
Mas não é só isso. Eu vou ter de limpar os armários junto com Roland Black.
Roland morava na minha casa. Tá, na verdade ele não mora na minha casa, mas a casa dele é no meu quintal. O pai dele é o caseiro que trabalha na minha casa. Meus padrastos gostam muito dele, e eu também. Ele é um senhor muito legal e simpático. Mas o filho dele é meio estranho. Ele nunca fala com ninguém, além de ser pobre, um dos maiores crimes aqui na nossa escola. Apesar de ser bonito, com seus cabelos lisos negros como a noite e olhos cinza- claros. Roland é realmente muito bonito, mas eu já ouvi minhas amigas falando que antes de eu chegar aqui ele já tinha sido preso três vezes por tráfico de drogas. Resumindo, eu tento evitar ele o máximo possível, apesar de nós sairmos pra escola quase ao mesmo tempo, eu com meu BMW prata e ele com um Ford simples. É um contraste que chega até a ser engraçado.
Eu estava brisando durante a aula de história, quando eu me assustei com a campainha que avisava do fim das aulas do dia. Bem, pelo menos para todas as pessoas que não espancaram meninas na educação física. Pra mim avisava o começo do trabalho manual intenso e inútil. Afinal, nós não pagávamos os funcionários para isso? Eu realmente estava fula da vida.
Peguei os meus materiais e enfiei na minha bolsa Marc Jacobs púrpura e fui ao meu armário para guardá-la e esperar pelas ordens da vice-diretora.
Caminhei pelos corredores ao ar-livre da minha escola. Quando eu cheguei aqui, no meu primeiro dia de aula, fiquei surpresa com a magnitude dos cinco prédios de calcário branco com roseiras de todas as cores que você imaginar. No Brasil, não existem escolas desse jeito, com tudo quanto é tipo de flores, e grandes campos verdes com fontes de água cristalina espalhadas pelo território. Sem contar os caras. Eu só pensei UAU! Quando entrei pelo portão da frente e todos aqueles gatos olharam para mim. Devo dizer que é meio enjoativo, pois só tem surfistas loiros dos olhos azuis. E também sou obrigada a admitir que fiquei boquiaberta quando vi Roland pela primeira vez. Gosto mais de caras com o contraste cabelo-escuro-e-olhos-claros menos bombados do que os vários surfistas que me deram mole no caminho entre o portão e o meu armário. Mas nem tudo é perfeito não é?
Quando cheguei no meu armário, Stela e Marin já estavam á minha espera. Stela é uma loira (quase todo mundo aqui é loiro) e tem olhos azuis. Uma típica americana. Já Marin tem longos cabelos castanho e olhos pretos misteriosos.
- E aí, vamos ao shopping hoje á tarde?- Disse Stela.
- Não posso, tenho que limpar o eu closet, e vocês sabem que isso não é tarefa fácil. - Sem chance de eu contar á elas sobre a minha tarefa como o menino das drogas, mesmo que seja a escola que esteja me obrigando.
- Everest, você está bem? Está faltando a muitas idas ao shopping, e a Stela acha que você pode ter um namorado secreto.- Disse Marin.
Stela deu uma cotovelada em Marin murmurando "Psiu". Eu me limitei á rir. Stela era muito paranoica, e Marin fazia um contrapeso com ela. Enquanto Stela era infantil e sensível, Marin tinha um olhar de aço, lutava muitas arts marciais e nunca tinha sido vista chorando.
- Marin, eu estou bem. É que a minha madrasta está pegando pesado na limpeza e eu tenho de ajudá-la, porquê ela me acolheu e tal. E Stela, eu não tenho um namorado secreto. Não tenho nem namorado. Desculpem, gente, mas eu realmente preciso ir.
Com isso, eu me virei e dei de cara com a vice-diretora, que me perguntou:
- Está pronta para botar a mão na massa?
Murmurei um sim e fiz uma carranca.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Rosa dos Ventos capitulo 1
Eu sinceramente não sabia o quê estava fazendo. Uma hora eu estava tentando passar a bola para Kile Dylan, que iria marcar um ponto, quando, do nada, Dani Henderson veio pra cima de mim, arrancando a bola das minhas mãos. Eu juro que nunca tinha enfiado o meu dedo no olho de alguém antes, mas ela simplesmente me tirou do sério. Afinal, eu praticamente já tinha marcado o ponto quando vem uma maluca me atacar. Mas, acho que a culpa pode ser da professora também. Ela sabe que eu não posso jogar nada em que alguém possa tocar em mim, se não podem acontecer coisas assim. No mês passado, no dia de esportes, em um jogo de handebol, meu punho foi parar na boca de um menino mais novo que estava entre mim o e gol.
Meu nome é Everest Bloom, tenho 16 anos, sou brasileira e faço intercâmbio no Canadá. Estudo no segundo ano do Colégio Trindade, em tradução livre. Meu intercâmbio também é familiar, o que significa que eu troquei de família com uma outra menina da minha idade. O nome dela é Vivian. Ela é bem diferente de mim, com cabelos negros e olhos castanhos doces. Já conversei com ela e, sinceramente, ela é uma fofa, mas é muito ingênua. Já eu, com meus cabelos vermelhos como o fogo, meus olhos verdes feito rubis, meu corpo cheio de curvas, e minha personalidade forte, sou o contrário dela. Para ganhar a minha confiança, é preciso trabalhar muito. Minha família com certeza amou-a. Ás vezes acho que eles pensam que eu sou muito bocuda, ou sei lá o quê. Mas, minha nova família me aceitou bem. É claro que ele se chocaram com as diferenças no início, e o irmão de 14 anos dela deu em cima de mim assim que me viu (na verdade, ele ainda dá) mas aos poucos, eles tomaram um lugar especial no meu coração. Fico pensando se eles não são melhores para mim do que a minha família de verdade. Se você está se perguntando, sim, eles são ricos. O pai de Vivian é médico, e sua mãe é engenheira civil. Logo que eu cheguei, eles me deram um cartão de crédito para eu gastar com o que eu quisesse. Isso sim é uma família legal.
Mas, voltando ao assunto da minha "violência" contra Dani, eu agora estava na sala do diretor Devon, esperando meu padrasto (é assim que eu o chamo. Evito chamá-lo de pai) chegar e resolver a minha pena por ter agredido a cara daquela piranha. Eu sinceramente acho que ela ficou melhor com o olho todo vermelho. Isso vai fazê-la pensar duas vezes se ama aquela cara de pug dela antes de mexer comigo de novo.
- Senhorita Bree, pode entrar.
Inferno.
Meu nome é Everest Bloom, tenho 16 anos, sou brasileira e faço intercâmbio no Canadá. Estudo no segundo ano do Colégio Trindade, em tradução livre. Meu intercâmbio também é familiar, o que significa que eu troquei de família com uma outra menina da minha idade. O nome dela é Vivian. Ela é bem diferente de mim, com cabelos negros e olhos castanhos doces. Já conversei com ela e, sinceramente, ela é uma fofa, mas é muito ingênua. Já eu, com meus cabelos vermelhos como o fogo, meus olhos verdes feito rubis, meu corpo cheio de curvas, e minha personalidade forte, sou o contrário dela. Para ganhar a minha confiança, é preciso trabalhar muito. Minha família com certeza amou-a. Ás vezes acho que eles pensam que eu sou muito bocuda, ou sei lá o quê. Mas, minha nova família me aceitou bem. É claro que ele se chocaram com as diferenças no início, e o irmão de 14 anos dela deu em cima de mim assim que me viu (na verdade, ele ainda dá) mas aos poucos, eles tomaram um lugar especial no meu coração. Fico pensando se eles não são melhores para mim do que a minha família de verdade. Se você está se perguntando, sim, eles são ricos. O pai de Vivian é médico, e sua mãe é engenheira civil. Logo que eu cheguei, eles me deram um cartão de crédito para eu gastar com o que eu quisesse. Isso sim é uma família legal.
Mas, voltando ao assunto da minha "violência" contra Dani, eu agora estava na sala do diretor Devon, esperando meu padrasto (é assim que eu o chamo. Evito chamá-lo de pai) chegar e resolver a minha pena por ter agredido a cara daquela piranha. Eu sinceramente acho que ela ficou melhor com o olho todo vermelho. Isso vai fazê-la pensar duas vezes se ama aquela cara de pug dela antes de mexer comigo de novo.
- Senhorita Bree, pode entrar.
Inferno.
Starry Night, capítulo 22
Ah, meu Deus, ah meu Deus, ah meu Deus! Melody já estava haviam 5 minutos pensando apenas isso. Ela não conseguia acreditar que havia concordado com aquele plano maluco de fugir para um reino de sereias, atrás de seus pais, que ela acreditou estarem mortos por todo esse tempo.
O resto da noite, ela não pensou muito em outras coisas, apenas nisso, agindo automaticamente a tudo e respondendo monossílabos toda vez que alguém lhe perguntava algo.
Passaram-se dias, semanas, meses, com Melody se dedicando intensamente a escola, querendo que seu último ano fosse bem antes de ela surpreender a todos fugindo com seu namorado aos 17 anos, na flor da idade.
Quando finalmente o ano escolar terminou,e a formatura se passou, Melody estava quase voltando atrás, mandando Daimen fazer tudo sozinho.Mas ela não podia.Não poderia dizer não á essa altura do campeonato. Não, ela iria fazer isso.
Finalmente, no dia 24 de dezembro, Daimen bateu á porta de sua suíte:
- Está na hora. Pronta?
- Vamos.
FIM
O resto da noite, ela não pensou muito em outras coisas, apenas nisso, agindo automaticamente a tudo e respondendo monossílabos toda vez que alguém lhe perguntava algo.
Passaram-se dias, semanas, meses, com Melody se dedicando intensamente a escola, querendo que seu último ano fosse bem antes de ela surpreender a todos fugindo com seu namorado aos 17 anos, na flor da idade.
Quando finalmente o ano escolar terminou,e a formatura se passou, Melody estava quase voltando atrás, mandando Daimen fazer tudo sozinho.Mas ela não podia.Não poderia dizer não á essa altura do campeonato. Não, ela iria fazer isso.
Finalmente, no dia 24 de dezembro, Daimen bateu á porta de sua suíte:
- Está na hora. Pronta?
- Vamos.
FIM
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Starry Night Capítulo 21
-Oquê!?
- Melody, a esta hora Lhilson já se recuperou de ontem á noite e esta vindo atras de nós. Temos de fugir.
- Não posso fugir, Daimen. Oque a minha avó pensaria se me visse fugindo com o meu namorado, aos 17 anos? Ela teria um ataque cardíaco, sem contar que eu tenho que completar o ensino médio antes de qualquer coisa. Não posso jogar toda a minha vida no ar justo agora, em um momento tão importante quanto este.
- Você não entende como isso é importante? Não é como se nós tivéssemos escolha. Ou nós fugimos ou ele vem atrás de nós, e se ele nos pegar, irá me matar e te transformar em sua esposa.
- Ele não pode fazer isso. Seria contra a lei. Podemos telefonar para a polícia e pedir a prisão dele e tudo estaria resolvido.
- Melody, você realmente acha que uma coisa tão simplória como a lei irá impedir Lhilson? Você mesma viu como ele pode ser persuasivo.
- Daimen, se ele é tão perigoso como você diz, não faz sentido nós fugirmos, já que de qualquer jeito ele iria nos achar. O melhor a fazer é encarar ele de frente, mostrarmos que não temos medo!
Daimen jogou as mãos para o alto, em um gesto de frustração. Coisa que não surpreendeu Melody, que já estava acostumada á frustração das pessoas em relação a sua cabeça dura. Era uma coisa que sua avó dizia que ela havia herdado de sua mãe, igualmente teimosa.
- Melody, não posso perder você. Além de ser o meu emprego te proteger, eu também morreria se alguma coisa acontecesse com você sob a minha supervisão.
- Daimen, eu também te amo, mas você é meu namorado, e não minha babá. Não posso aguentar se você ficar me prendendo. Eu já tenho quase 18 anos, e não deixei de ser presa pela minha avó para arranjar um namorado paranoico. Sinto muito, mas e você será assim, me avise logo, e nosso relacionamento passa a ser apenas profissional a partir daqui!
Melody percebeu que falou tudo isso sem parar para respirar, e não se sentia nem um pouco sem folego. Estranho.
- Mel, me escute- Implorava Daimen- Não podemos ficar aqui por muito mais tempo. E, mesmo que fôssemos seguir seu plano, como iríamos derrotar Lhilson ? Quase nem conseguimos sair vivos na noite do baile, quanto mais matá-lo? Além disso, suspeito que Lhilson não esteja tramando sozinho.
- Como assim, Daimen?
- Melody, você não acha estranho que de repente Lhilson surgiu do nada, quando você está tão perto de completar 18 anos, justo a idade em que teria que assumir a coroa da Corte Suprema? Acho que ele está unido á alguém, alguém muito cuidadoso. Temos que tomar cuidado, Melody. Precisamos de ajuda.
- Daimen, e meus pais? Eles ainda estão vivos?Talvez eles pudessem nos ajudar.
- Melody,- Daimen suspirou, aparentando cansaço- Sim, ele estão vivos, mas não creio que possam ajudar. Eles já não são mais jovens omo antes e não podem sair do reino.
- Ora, então vamos ao reino! Tem que ter alguém que nos ajude! Não pode ser um reino descente sem nenhum soldado treinado para este tipo de situação!
- Melody, eles têm milhões de soldados competentes treinados para este tipo de situação, mas não tem como fazermos contato com eles, sem contar que eles não podem sair da água.
- Então, em vez de fugir, vamos esperar as férias e depois eu diga a minha avó que irei viajar sozinha, e vamos até lá, já que eles têm treinamento, podem nos proteger no caso de Lhilson nos seguir, o que sinceramente acho que não vai acontecer. Depois decidimos oque iremos fazer.
- Está bem.
- Agora, Daimen, será que você pode sair daqui para eu por uma roupa?
Daimen corou imediatamente, mas, graças a Deus não olhou para baixo, apenas murmurou um tímido "tá" e seguiu porta afora, deixando Melody sozinha com muita coisa a que pensar.
- Melody, a esta hora Lhilson já se recuperou de ontem á noite e esta vindo atras de nós. Temos de fugir.
- Não posso fugir, Daimen. Oque a minha avó pensaria se me visse fugindo com o meu namorado, aos 17 anos? Ela teria um ataque cardíaco, sem contar que eu tenho que completar o ensino médio antes de qualquer coisa. Não posso jogar toda a minha vida no ar justo agora, em um momento tão importante quanto este.
- Você não entende como isso é importante? Não é como se nós tivéssemos escolha. Ou nós fugimos ou ele vem atrás de nós, e se ele nos pegar, irá me matar e te transformar em sua esposa.
- Ele não pode fazer isso. Seria contra a lei. Podemos telefonar para a polícia e pedir a prisão dele e tudo estaria resolvido.
- Melody, você realmente acha que uma coisa tão simplória como a lei irá impedir Lhilson? Você mesma viu como ele pode ser persuasivo.
- Daimen, se ele é tão perigoso como você diz, não faz sentido nós fugirmos, já que de qualquer jeito ele iria nos achar. O melhor a fazer é encarar ele de frente, mostrarmos que não temos medo!
Daimen jogou as mãos para o alto, em um gesto de frustração. Coisa que não surpreendeu Melody, que já estava acostumada á frustração das pessoas em relação a sua cabeça dura. Era uma coisa que sua avó dizia que ela havia herdado de sua mãe, igualmente teimosa.
- Melody, não posso perder você. Além de ser o meu emprego te proteger, eu também morreria se alguma coisa acontecesse com você sob a minha supervisão.
- Daimen, eu também te amo, mas você é meu namorado, e não minha babá. Não posso aguentar se você ficar me prendendo. Eu já tenho quase 18 anos, e não deixei de ser presa pela minha avó para arranjar um namorado paranoico. Sinto muito, mas e você será assim, me avise logo, e nosso relacionamento passa a ser apenas profissional a partir daqui!
Melody percebeu que falou tudo isso sem parar para respirar, e não se sentia nem um pouco sem folego. Estranho.
- Mel, me escute- Implorava Daimen- Não podemos ficar aqui por muito mais tempo. E, mesmo que fôssemos seguir seu plano, como iríamos derrotar Lhilson ? Quase nem conseguimos sair vivos na noite do baile, quanto mais matá-lo? Além disso, suspeito que Lhilson não esteja tramando sozinho.
- Como assim, Daimen?
- Melody, você não acha estranho que de repente Lhilson surgiu do nada, quando você está tão perto de completar 18 anos, justo a idade em que teria que assumir a coroa da Corte Suprema? Acho que ele está unido á alguém, alguém muito cuidadoso. Temos que tomar cuidado, Melody. Precisamos de ajuda.
- Daimen, e meus pais? Eles ainda estão vivos?Talvez eles pudessem nos ajudar.
- Melody,- Daimen suspirou, aparentando cansaço- Sim, ele estão vivos, mas não creio que possam ajudar. Eles já não são mais jovens omo antes e não podem sair do reino.
- Ora, então vamos ao reino! Tem que ter alguém que nos ajude! Não pode ser um reino descente sem nenhum soldado treinado para este tipo de situação!
- Melody, eles têm milhões de soldados competentes treinados para este tipo de situação, mas não tem como fazermos contato com eles, sem contar que eles não podem sair da água.
- Então, em vez de fugir, vamos esperar as férias e depois eu diga a minha avó que irei viajar sozinha, e vamos até lá, já que eles têm treinamento, podem nos proteger no caso de Lhilson nos seguir, o que sinceramente acho que não vai acontecer. Depois decidimos oque iremos fazer.
- Está bem.
- Agora, Daimen, será que você pode sair daqui para eu por uma roupa?
Daimen corou imediatamente, mas, graças a Deus não olhou para baixo, apenas murmurou um tímido "tá" e seguiu porta afora, deixando Melody sozinha com muita coisa a que pensar.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Starry Night Capítulo 20
Uma batida na porta de seu quarto. Ah, que ótimo, mais pessoas. Por que não me ignoram de uma vez? pensou Melody. Ela estava trancada em seu quarto desde ontem. Depois que Daimen a deixou sozinha no baile, não querendo ter de dar explicações, ela saiu correndo, mas, como havia vindo com Daimen, seu carro não estava lá, o que significou tomar chuva na cabeça por toda a madrugada enquanto fazia uma longa caminhada de volta para o hotel. Ao chegar no seu quarto, Melody não teve forças para fazer nada a não ser se arrastar para sua cama e esperar o sono a levar.
Agora, ela se levantava da cama e se arrastava para o banheiro em vez de para a porta. Talvez, se a pessoa da porta ouvisse o barulho do chuveiro e fosse embora. O processo robótico de tirar a roupa, os grampos, as jóias, e toda a fantasia de baile, ela se deixou levar, não pensando em nada além da tarefa d lavar seu corpo e seu cabelo loiro. Ao sair do box, ela já estava parecendo uma abduzida, se secando, passando os cremes caros que estavam no armário, penteando o cabelo molhado, e tirando o resto de maquiagem que sobreviveu ao banho. Melody saiu do banheiro seguida por uma nuvem de vapor, mais serena consigo mesma.
Tão serena que havia esquecido da porta. Foi ver se ainda havia alguém batendo. Havia. Merda, vamos acabar logo com isso. Melody abriu a porta toda de uma vez, esquecendo-se que estava apenas de toalha.
- Olá, eu sei que você quer alguma coisa aqui, mas poderia voltar depois? Agora eu estou realmente ocupada.
- Sinto muito, mas eu não posso esperar. Melody, você sabe que nós precisamos conversar sobre ontem á noite.
Daimen.
- Ah, oi, Daimen. Sim, precisamos conversar, mas, agora eu não posso.
- Estou vendo.- Melody olhou pela primeira vez diretamente para Daimen, e viu que ele olhava para sua toalha, que estava caindo e curta demais para poder ser vista por um menino, mesmo ele sendo seu suposto guardião.
Ela tratou de prender a toalha novamente, mas ela continuava muito curta.
- Então, você poderia ir embora para eu me vestir, por favor?
- Melody, você precisa me ouvir, você não está segura, precisamos resolver logo isso.
- Daimen, agora eu realmente não posso...
Daimen a pegou pela cintura, puxando-a para si, e encostando seus lábios nos dela. Melody ficou tão confusa no início que nem notou que a toalha havia caído, e ela estava nua beijando um menino no meio de um corredor de hotel, o que não deixaria uma boa impressão para alguém que passasse por ali, mas, felizmente o corredor não abrigava ninguém além deles dois.
Melody puxou Daimen para dentro de seu quarto e fechou a porta atrás dos dois rapidamente. Daimen não pareceu notar, ainda a estava abraçando pela cintura, o beijo rapidamente interrompido pela ação de fechar a a porta.
Ela se afastou, para tomar ar e para falar:
- E então, o que você queria falar comigo?
Daimen se afastou também, mas continuava abraçando-a. Só agora ela notava que estava nua. Mas ele não parecia se incomodar, e nunca desviava o olhar de seu rosto.
-Melody, nós temos que fugir daqui.
Agora, ela se levantava da cama e se arrastava para o banheiro em vez de para a porta. Talvez, se a pessoa da porta ouvisse o barulho do chuveiro e fosse embora. O processo robótico de tirar a roupa, os grampos, as jóias, e toda a fantasia de baile, ela se deixou levar, não pensando em nada além da tarefa d lavar seu corpo e seu cabelo loiro. Ao sair do box, ela já estava parecendo uma abduzida, se secando, passando os cremes caros que estavam no armário, penteando o cabelo molhado, e tirando o resto de maquiagem que sobreviveu ao banho. Melody saiu do banheiro seguida por uma nuvem de vapor, mais serena consigo mesma.
Tão serena que havia esquecido da porta. Foi ver se ainda havia alguém batendo. Havia. Merda, vamos acabar logo com isso. Melody abriu a porta toda de uma vez, esquecendo-se que estava apenas de toalha.
- Olá, eu sei que você quer alguma coisa aqui, mas poderia voltar depois? Agora eu estou realmente ocupada.
- Sinto muito, mas eu não posso esperar. Melody, você sabe que nós precisamos conversar sobre ontem á noite.
Daimen.
- Ah, oi, Daimen. Sim, precisamos conversar, mas, agora eu não posso.
- Estou vendo.- Melody olhou pela primeira vez diretamente para Daimen, e viu que ele olhava para sua toalha, que estava caindo e curta demais para poder ser vista por um menino, mesmo ele sendo seu suposto guardião.
Ela tratou de prender a toalha novamente, mas ela continuava muito curta.
- Então, você poderia ir embora para eu me vestir, por favor?
- Melody, você precisa me ouvir, você não está segura, precisamos resolver logo isso.
- Daimen, agora eu realmente não posso...
Daimen a pegou pela cintura, puxando-a para si, e encostando seus lábios nos dela. Melody ficou tão confusa no início que nem notou que a toalha havia caído, e ela estava nua beijando um menino no meio de um corredor de hotel, o que não deixaria uma boa impressão para alguém que passasse por ali, mas, felizmente o corredor não abrigava ninguém além deles dois.
Melody puxou Daimen para dentro de seu quarto e fechou a porta atrás dos dois rapidamente. Daimen não pareceu notar, ainda a estava abraçando pela cintura, o beijo rapidamente interrompido pela ação de fechar a a porta.
Ela se afastou, para tomar ar e para falar:
- E então, o que você queria falar comigo?
Daimen se afastou também, mas continuava abraçando-a. Só agora ela notava que estava nua. Mas ele não parecia se incomodar, e nunca desviava o olhar de seu rosto.
-Melody, nós temos que fugir daqui.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Starry Night Capítulo 19
Melody já havia ouvido falar sobre como quando você está em risco de morte, sua vida inteira passa diante de seus olhos, mas nunca sentiu isso de verdade. E não era como ela pensava que seria. Ela ficou congelada, sem poder se mexer, enquanto tudo escurecia e apenas as imagens de si mesma pequenina permaneciam. Sua infância, pré-adolescência, até no ano passado, m seu aniversário de 16 anos, na festa enorme que sua avó havia feito, tudo, desde momentos maravilhosos, como viagens com Erik, seus momentos românticos com Daimen, até o pior ano de sua vida, em que seus pais morriam e ela era mandada para a casa de sua avó. Lágrimas encheram seus olhos. Não era para ela viver esse momento de sua vida de novo.
De repente, tudo clareou e novamente Melody via um Lhilson totalmente descontrolado pulando sobre ela, com os olhos vermelhos faiscando. Ela ouviu um grito estridente, e só mais tarde percebeu que era seu. No momento, ela entrou em pânico e deu um passo para trás, fazendo Lhilson cair no chão, mas não por muito tempo, ele se levantou antes mesmo de tocar o chão, com a graça de um gato e começou a vir em sua direção. Apavorada, Melody correu em direção á porta, apenas para comprovar que ela estava trancada. Ela só sabia de uma coisa: Não iria morrer ali, nas mãos de Lhilson. Melody iria lutar.
Virando-se para seu suposto professor, Melody viu que ele havia se aproximado no meio-tempo em que ela havia tentado abrir a porta. Quer dizer, se aproximado mesmo. Seus corpos estavam á menos de 5 centímetros. E ele continuava á se aproximar, até Melody ficar prensada entre a parede e Lhilson, que a estava encarando, prendendo-a com seus olhos que agora Melody percebia, eram âmbar. Pareceu se passarem anos antes que Melody sequer conseguisse respirar. E, mesmo ao fazer isso, seu peito pressionou o de Lhilson, o que a fez ficar vermelha, e o fez se aproximar ainda mais, ao ponto de seus seios doerem.
Melody subiu o olhar para seu rosto, olhando naqueles olhos que á um segundo eram vermelhos, e agora estavam novamente á um lindo tom de âmbar, sem um vestígio de maldade. Qualquer um, ao olhar para aquele lindo homem, não poderia dizer que ele era horrível por dentro. Melody começou á entrar em pânico. Lhilson estava trazendo sua cabeça de encontro á dela, puxando Melody para seu corpo segurando-a pela nuca e pela cintura. Melody queria impedi-lo de fazer o desastre que estava prestes á vir, mas pareca que suas cordas vocais estavam derretidas. Ela não conseguia falar para ele parar nem que quisesse. E, sinceramente, ela não queria. Era apenas um beijo, o que poderia dar errado? Aliás, aquela criatura que a estava cobrindo com seu corpo jamais poderia lhe fazer algum mal. Mas ela sentia estar esquecendo de alguma coisa importante. Algo realmente grande...
Foi nesse momento que Melody ouviu uma explosão do outro lado da sala.
Ao acordar do estranho encantamento que Lhilson estava lançando sobre ela, Melody o empurrou com a maior força que pôde, o que, ao que pareceu, era muita. Ele foi parar em cima da mesa de centro , o que a quebrou com o impacto, deixando apenas um monte de madeira amassada e um Lhilson muito desnorteado no lugar.
Melody não gastou muito tempo para conferir se ele estava bem, de alguma maneira ela sabia que ele se recuperaria da queda. Ela olhou para onde tinha ocorrido a explosão e viu um monte de entulho no lugar onde antes havia uma porta elegante de carvalho. Também tinha uma figura toda de preto olhando para Melody.
Daimen.
Ele tinha visto uma cena realmente estranha: Lhilson e Melody em um abraço realmente comprometedor, quase se beijando. Sem contar que a mão de Lhilson que estava em sua cintura havia descido um pouco mais do que devia. Na hora ela nem ligou, mas agora ao lembrar disso ela já sentia um calor subir ao seu rosto.
Melody saiu atrás de Daimen, mas ele já tinah saído por aonde costumava ser a porta e agora só havia um buraco.
Ele não olhou para trás.
De repente, tudo clareou e novamente Melody via um Lhilson totalmente descontrolado pulando sobre ela, com os olhos vermelhos faiscando. Ela ouviu um grito estridente, e só mais tarde percebeu que era seu. No momento, ela entrou em pânico e deu um passo para trás, fazendo Lhilson cair no chão, mas não por muito tempo, ele se levantou antes mesmo de tocar o chão, com a graça de um gato e começou a vir em sua direção. Apavorada, Melody correu em direção á porta, apenas para comprovar que ela estava trancada. Ela só sabia de uma coisa: Não iria morrer ali, nas mãos de Lhilson. Melody iria lutar.
Virando-se para seu suposto professor, Melody viu que ele havia se aproximado no meio-tempo em que ela havia tentado abrir a porta. Quer dizer, se aproximado mesmo. Seus corpos estavam á menos de 5 centímetros. E ele continuava á se aproximar, até Melody ficar prensada entre a parede e Lhilson, que a estava encarando, prendendo-a com seus olhos que agora Melody percebia, eram âmbar. Pareceu se passarem anos antes que Melody sequer conseguisse respirar. E, mesmo ao fazer isso, seu peito pressionou o de Lhilson, o que a fez ficar vermelha, e o fez se aproximar ainda mais, ao ponto de seus seios doerem.
Melody subiu o olhar para seu rosto, olhando naqueles olhos que á um segundo eram vermelhos, e agora estavam novamente á um lindo tom de âmbar, sem um vestígio de maldade. Qualquer um, ao olhar para aquele lindo homem, não poderia dizer que ele era horrível por dentro. Melody começou á entrar em pânico. Lhilson estava trazendo sua cabeça de encontro á dela, puxando Melody para seu corpo segurando-a pela nuca e pela cintura. Melody queria impedi-lo de fazer o desastre que estava prestes á vir, mas pareca que suas cordas vocais estavam derretidas. Ela não conseguia falar para ele parar nem que quisesse. E, sinceramente, ela não queria. Era apenas um beijo, o que poderia dar errado? Aliás, aquela criatura que a estava cobrindo com seu corpo jamais poderia lhe fazer algum mal. Mas ela sentia estar esquecendo de alguma coisa importante. Algo realmente grande...
Foi nesse momento que Melody ouviu uma explosão do outro lado da sala.
Ao acordar do estranho encantamento que Lhilson estava lançando sobre ela, Melody o empurrou com a maior força que pôde, o que, ao que pareceu, era muita. Ele foi parar em cima da mesa de centro , o que a quebrou com o impacto, deixando apenas um monte de madeira amassada e um Lhilson muito desnorteado no lugar.
Melody não gastou muito tempo para conferir se ele estava bem, de alguma maneira ela sabia que ele se recuperaria da queda. Ela olhou para onde tinha ocorrido a explosão e viu um monte de entulho no lugar onde antes havia uma porta elegante de carvalho. Também tinha uma figura toda de preto olhando para Melody.
Daimen.
Ele tinha visto uma cena realmente estranha: Lhilson e Melody em um abraço realmente comprometedor, quase se beijando. Sem contar que a mão de Lhilson que estava em sua cintura havia descido um pouco mais do que devia. Na hora ela nem ligou, mas agora ao lembrar disso ela já sentia um calor subir ao seu rosto.
Melody saiu atrás de Daimen, mas ele já tinah saído por aonde costumava ser a porta e agora só havia um buraco.
Ele não olhou para trás.
domingo, 6 de maio de 2012
Starry Night Capítulo 18
Melody ficou tentada á recusar a estranha oferta de Lhilson, mas, pelo que Daimen havia dito, ela tinha poderes que poderiam matar ele em um segundo, então o que ela tinha á perder?
- Claro- Ela engoliu em seco.
Lhilson pôs a mão em suas costas e a conduziu para uma saleta afastada que Melody nunca teria notado se ele não a tivesse levado para lá. Ele pegou umas chaves do bolso e a girou na fechadura, fazendo a porta se abrir com um estalo, revelando um espaço que seria aconchegante se não fosse pelo perturbador leão empalhado em cima da lareira. Lhilson se sentou em uma poltrona e virou seus lindos olhos castanhos para ela, que continuava parada na porta, desconfiada.
- Sente-se, eu não mordo.- E abriu um sorrisinho malicioso.
Depois de muito tempo, Melody nunca conseguiu descobrir o porquê de ter levado aquela ordem tão á serio, mas, acho que se você estivesse lá por conta própria, você não teria feito diferente dela. Era como se aqueles olhos de aparência angelical a estivessem hipnotizando, seduzindo-a á obedecer.
- O que você quer?- Perguntou Melody.
- Calminha aí, não precisa falar assim, não vai demorar nada, apenas queria te avisar que eu sei de tudo o que rola entre você e seu "namorado" Daimen - Lhilson fez aspas com os dedos.
- Como assim "namorado"? Nosso namoro é de verdade! Não que isso seja da sua conta.- De repente, Melody sentiu raiva de Lhilson. O que ele tinha com seu relacionamento? O.K, seu relacionamento com Daimen não era lá as mil maravilhas, mas não era motivo para os outros saírem por aí comentando coisas que deveriam ser pessoais.
- Melody, você não entende. Agora que você sabe a verdade sobre o nosso mundo, deve saber também que eu faço parte dele. Eu sou o príncipe a quem você pertence. Dez de o começo, era para você ser minha noiva. E agora este hipócrita que se diz ser seu namorado está nos separando depois de tudo o que estava combinado! - Lhilson parecia ter se esquecido da presença de Melody na sala, imerso em pensamentos.
- Era para você ser toda minha, para sempre e nos tornaríamos a família real suprema, acima de todos! Mas, Daimen tinha que se meter no meio de tudo, estragando tudo.
- Espera aí! Primeiro, o que você quer dizer com "era para você ser minha noiva"? Que eu me lembre, eu não estava prometida de casamento para ninguém. Segundo, eu não sou um objeto para ser dada á alguém em um acordo. E, terceiro, eu não posso me casar com o senhor, você é meu professor! Credo, e é um pouco velho demais para mim, desculpe.
- Não, Melody, como você é ingênua, pensa que é tão forte, não é? Pois eu irei lhe mostrar uma coisa.
Dizendo isso, seus olhos ficaram vermelhos e pulou em cima de Melody.
- Claro- Ela engoliu em seco.
Lhilson pôs a mão em suas costas e a conduziu para uma saleta afastada que Melody nunca teria notado se ele não a tivesse levado para lá. Ele pegou umas chaves do bolso e a girou na fechadura, fazendo a porta se abrir com um estalo, revelando um espaço que seria aconchegante se não fosse pelo perturbador leão empalhado em cima da lareira. Lhilson se sentou em uma poltrona e virou seus lindos olhos castanhos para ela, que continuava parada na porta, desconfiada.
- Sente-se, eu não mordo.- E abriu um sorrisinho malicioso.
Depois de muito tempo, Melody nunca conseguiu descobrir o porquê de ter levado aquela ordem tão á serio, mas, acho que se você estivesse lá por conta própria, você não teria feito diferente dela. Era como se aqueles olhos de aparência angelical a estivessem hipnotizando, seduzindo-a á obedecer.
- O que você quer?- Perguntou Melody.
- Calminha aí, não precisa falar assim, não vai demorar nada, apenas queria te avisar que eu sei de tudo o que rola entre você e seu "namorado" Daimen - Lhilson fez aspas com os dedos.
- Como assim "namorado"? Nosso namoro é de verdade! Não que isso seja da sua conta.- De repente, Melody sentiu raiva de Lhilson. O que ele tinha com seu relacionamento? O.K, seu relacionamento com Daimen não era lá as mil maravilhas, mas não era motivo para os outros saírem por aí comentando coisas que deveriam ser pessoais.
- Melody, você não entende. Agora que você sabe a verdade sobre o nosso mundo, deve saber também que eu faço parte dele. Eu sou o príncipe a quem você pertence. Dez de o começo, era para você ser minha noiva. E agora este hipócrita que se diz ser seu namorado está nos separando depois de tudo o que estava combinado! - Lhilson parecia ter se esquecido da presença de Melody na sala, imerso em pensamentos.
- Era para você ser toda minha, para sempre e nos tornaríamos a família real suprema, acima de todos! Mas, Daimen tinha que se meter no meio de tudo, estragando tudo.
- Espera aí! Primeiro, o que você quer dizer com "era para você ser minha noiva"? Que eu me lembre, eu não estava prometida de casamento para ninguém. Segundo, eu não sou um objeto para ser dada á alguém em um acordo. E, terceiro, eu não posso me casar com o senhor, você é meu professor! Credo, e é um pouco velho demais para mim, desculpe.
- Não, Melody, como você é ingênua, pensa que é tão forte, não é? Pois eu irei lhe mostrar uma coisa.
Dizendo isso, seus olhos ficaram vermelhos e pulou em cima de Melody.
sábado, 7 de abril de 2012
Starry Night Capítulo 17
Primeiro, Melody arregalou os olhos, depois começou á rir, mas, ao ver que Daimen não estava rindo junto, ela parou.
- O que você quer dizer com "eu sou uma sereia?" Isso por acaso é uma cantada?
- Não, melody, eu quis dizer uma sereia de verdade, do tipo dos contos gregos.
- Hum... Daimen, se você está meiio desorientado depois de toda aquela briga, eu entendo, mas agora você pode por favor me dizer o que você está querendo falar?
- Melody, é uma história muito longa e trágica, mas você é uma sereia.
- E você pode por favor, me contar essa tal história longa e trágica?
- Melody, você tem que saber antes de ouvir isso que vai ser meio...hum... tralmatizante você saber como os seus pais realmente morreram.
- Eu não me importo, merda! Conte-me logo, estou mandando!- Melody sabia que seu tom de voz era diferente: o de uma rainha. Pode ver que Daimen arregalou os olhos um pouco, espantado com sua ordem, por isso parou de discutir e começou á esplicar:
- Melody, você não nasceu aqui. Você nasceu em 1399, em Paris. Seus pais de verdade eram russos, que se mudaram para lá ao descobrirem que sua mãe estava grávida. Você nasceu em uma cidade exatamente em baixo de uma catedral, um espaço submarino desconhecido. Sua mãe era a Rainha da Suprema Corte, a posição mais respeitada em seu mundo, o das sereias. Seu pai era um dreaclok o masculino de uma sereia. Seu nome de verdade, o que sua mão biológica lhe deu, era Miríade, e antes de você me perguntar, tinha barbatanas de verdade, como todos de sua espécie. Houve um ritual enorme celebrando o nascimento da nova Princesa Suprema, em que todos do reino compareceram em sua homenagem. Até a irmá de sua mãe, desaparecida há 300 anos. Ao ouvir as notícias de que você nasceu, ela não aguentou. Ela sempre teve ciúmes dela. Era para sua tia ser a Rainha, mas, em seus últimos momentos de vida, seu avô o concedeu para Breeze e nisso Síanide teve um ataque. Ela tentou te matar assim que soube da notícia completa, da nova herdeira do trono. Mas não conseguiu, então sua mãe decidiu desacordá-la e por alguns séculos e depois a mandou para o mundo dos humanos, com guardiões, que eram seus pais adotivos. Mas, pelo que vi, eles morreram á muitos anos e ninguém se preocupou com isso. Eu sou seu novo guardião, fui enviado para ver se você continuava bem.
- Vcoê está me dizendo que até agora estava fingindo que gostava de mim?
- Melody, você sabe que isso não é verdade, eu me apaixonei por você desde que a vi naquele elevador, mas isso não poderia acontecer. Eu tenho o emprego de protegê-la, se eu criar laços com você, não será mais facil para qualquer um atingi-la?
- Mas, agora como nós ficamos?
- Do mesmo jeito que estávamos, mas ninguem deve saber, e fique longe de seu professor, Lhilson.
- Porque?
- Digamos apenas que ele não é bom.
- O.k, não é pedir muito.
- Agora nós temos que sair daqui antes que começem á falar.
- Vamos.
Melody se virou e saiu rapidamente, se certificando de que estava normal, seguida por Daimen. Ao sair, ele se deparou com um Dick "p" da vida e com o nariz sangrando e o diretor do colégio, pedindo para o acompanharem á sua sala. Daimen relutou em deixar Melody sozinha e ela própria não queria ficar lá, mas não havia escolha. Daimen foi com o diretor, e Melody ficou olhando nervosa para o salão, até sentir alguém pegar seu braço. Melody gritou, mas é claro que ninguém ouviu sob aquele som absurdamente alto, e se virou bruscamente, atropelando a pessoa, para ver que não era ninguém menos do que Lhinson. Ele segurava uma rosa preta de verdade, o que Melody considerava impossível de existir, e a olhava com uma intensidade que a amedontrava, mas a atraía de alguma forma. Merda! Ela não estava atraida por ele de jeito nenhum, nunca!
- Olá, Melody. Podemos conversar em um outro lugar?
- O que você quer dizer com "eu sou uma sereia?" Isso por acaso é uma cantada?
- Não, melody, eu quis dizer uma sereia de verdade, do tipo dos contos gregos.
- Hum... Daimen, se você está meiio desorientado depois de toda aquela briga, eu entendo, mas agora você pode por favor me dizer o que você está querendo falar?
- Melody, é uma história muito longa e trágica, mas você é uma sereia.
- E você pode por favor, me contar essa tal história longa e trágica?
- Melody, você tem que saber antes de ouvir isso que vai ser meio...hum... tralmatizante você saber como os seus pais realmente morreram.
- Eu não me importo, merda! Conte-me logo, estou mandando!- Melody sabia que seu tom de voz era diferente: o de uma rainha. Pode ver que Daimen arregalou os olhos um pouco, espantado com sua ordem, por isso parou de discutir e começou á esplicar:
- Melody, você não nasceu aqui. Você nasceu em 1399, em Paris. Seus pais de verdade eram russos, que se mudaram para lá ao descobrirem que sua mãe estava grávida. Você nasceu em uma cidade exatamente em baixo de uma catedral, um espaço submarino desconhecido. Sua mãe era a Rainha da Suprema Corte, a posição mais respeitada em seu mundo, o das sereias. Seu pai era um dreaclok o masculino de uma sereia. Seu nome de verdade, o que sua mão biológica lhe deu, era Miríade, e antes de você me perguntar, tinha barbatanas de verdade, como todos de sua espécie. Houve um ritual enorme celebrando o nascimento da nova Princesa Suprema, em que todos do reino compareceram em sua homenagem. Até a irmá de sua mãe, desaparecida há 300 anos. Ao ouvir as notícias de que você nasceu, ela não aguentou. Ela sempre teve ciúmes dela. Era para sua tia ser a Rainha, mas, em seus últimos momentos de vida, seu avô o concedeu para Breeze e nisso Síanide teve um ataque. Ela tentou te matar assim que soube da notícia completa, da nova herdeira do trono. Mas não conseguiu, então sua mãe decidiu desacordá-la e por alguns séculos e depois a mandou para o mundo dos humanos, com guardiões, que eram seus pais adotivos. Mas, pelo que vi, eles morreram á muitos anos e ninguém se preocupou com isso. Eu sou seu novo guardião, fui enviado para ver se você continuava bem.
- Vcoê está me dizendo que até agora estava fingindo que gostava de mim?
- Melody, você sabe que isso não é verdade, eu me apaixonei por você desde que a vi naquele elevador, mas isso não poderia acontecer. Eu tenho o emprego de protegê-la, se eu criar laços com você, não será mais facil para qualquer um atingi-la?
- Mas, agora como nós ficamos?
- Do mesmo jeito que estávamos, mas ninguem deve saber, e fique longe de seu professor, Lhilson.
- Porque?
- Digamos apenas que ele não é bom.
- O.k, não é pedir muito.
- Agora nós temos que sair daqui antes que começem á falar.
- Vamos.
Melody se virou e saiu rapidamente, se certificando de que estava normal, seguida por Daimen. Ao sair, ele se deparou com um Dick "p" da vida e com o nariz sangrando e o diretor do colégio, pedindo para o acompanharem á sua sala. Daimen relutou em deixar Melody sozinha e ela própria não queria ficar lá, mas não havia escolha. Daimen foi com o diretor, e Melody ficou olhando nervosa para o salão, até sentir alguém pegar seu braço. Melody gritou, mas é claro que ninguém ouviu sob aquele som absurdamente alto, e se virou bruscamente, atropelando a pessoa, para ver que não era ninguém menos do que Lhinson. Ele segurava uma rosa preta de verdade, o que Melody considerava impossível de existir, e a olhava com uma intensidade que a amedontrava, mas a atraía de alguma forma. Merda! Ela não estava atraida por ele de jeito nenhum, nunca!
- Olá, Melody. Podemos conversar em um outro lugar?
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Starry Night Capitulo 16
O estacionamento de sua escola estava lotado. Parece que Melody era a única em sua escola que não gostava de bailes. Quando Daimen estacionou o carro, ela teve um súbito pensamento: Algo vai acontecer esta noite, e não é nada bom. Melody sabia que nada podia dar errado em um simples baile escolar, e muito provavelmente isso era mais nervosismo do qque paranoisa de sua cabeça, mas mesmo assim ela hesitou antes de sair quando Daimen abriu a porta para ela. Um sentimento de que ela não deveria estar lá era muito forte em sua cabeça.
- Melody, você está bem?- A voz de Daimen a trouxe de volta com um solavanco.- Está com uma cara estranha.
- Hum, não é nada. Estou apenas um pouco nervosa com o meu primeiro baile.
Melody sabia que não o tinha convencido, mas fingiu não notar e ele parou de falar nisso também.
Eles começaram á andar, em direção ao portão, que ficava do outo lado do estacionamento. Melody nunca tinha ido á um baile em nenhuma de suas escolas, mas tinha uma fraca ideia de como seria: Um concurso de beleza entre as meninas e os meninos vendo que consegue beber mais cerveja sem os professores notarem. Fora isso, a unica coisa que ela sabia era que eles decoravam o ginásio com um tema brega á cada ano. Este ano o tema era Baile Preto-e-Branco. Melody ouviu algumas meninas de sua sala discutirem se deviam seguir esta regra ou não, ir de vermelho. Parece que elas decidiram não seguir. Evlin estava com um vestido vermelho com contas até demais que quase chegava á ser uma blusa, com os enormes seios desproporcionais ao corpo pulando para fora. Melody sabia que se o recepcionista fosse uma mulher, ela iria botar Evlin para fora, chamando-a de prostituta, mas ninguém podia culpar o pobre aluno calouro por não tirar os olhos de Evlin. Todas as suas clones estavam de branco tão forte que brilhava no escuro, bem diferentes do vestido que parecia um céu estrelado de Melody, provavelmente para poderem se encontrar no meio de toda aquela fumaça.
O ginásio estava decorado com grandes bolas de rosas pretas, brancas e vermelhas penduradas no teto, e em arranjos nas mesas. As paredes haviam sido encobertas por panos pretos cintilantes, assim como o teto, e tinha uma enorme mesa de bufê no meio do salão com todo tipo de comidas que se pode imaginar. A cabine do DJ era toda branca.
Melody viu que todos os meninos a olhavam quase com selvageria, desejando-a em suas nuvens bêbadas, enquanto fuzilavam Daimen com os olhos. Algumas meninas a olhavam com desprezo, outras olhavem Daimen da mesma forma que os meninos olhavam Melody, enquanto outras simplesmente os ignoravam,
Melody sabia como os dois deviam estar parecendo: Um casal de modelos que estavam á caminho de Milão, e só estavam ali porque queriam "uma vida normal".
Ela podia sentir o rosto esquentando enquanto os meninos que já estavam bastante chapados iam em sua direção:
- E aí, gatinha, que largar esse boiola em algum lugar qualquer e vir comigo pra uma aventura fantlastica?- Sua lingua se enrolou na última palavra.
Melody lembrou que o nome deste brutamontes é Dick. Ele a havia cantado em seu primeiro dia na escola. Dick era um armário de cabelos loiro-escuros e olhos castanhos que eram quase pretos. Era da equipe de futebol americano da escola e já havia quebrado os dois braços de um menino com os dentes durante um jogo.
Ao ver que Daimen trincou o maxilar e já estava avançando, Melody teve certeza que ele não tinha chances nesta briga, de jeito nenhum, então pegou seu braço e o fez olhoar em seus olhos, dizendo:
- Essa briga não vale a pena, eles estão totalmente bêbados, não têm idéia do que estão fazendo.
Ela podia sentir Daimen voltando ao normal quando Dick gritou:
- O que foi, boiolinha, não vai entrar na briga por medo de quebrar a unha?
Agora ele tinha provocado de verdade, e Melody não pode deter Daimen antes dele dar um grande soco na cara de Dick, que gritou, e, pelo jeito quebrou o nariz, pela sua voz. Ela, que havia sido lançada para trás por Daimen, e batido na parede do outo lado do salão com uma força surpreendente e inumana, correu de volta para o tumulto, que havia reunido muitas pessoas, com uma dor latejante na perna que a impedia de andar mas já estava sarando. Quando chegou, sua perna já esrava curada, o que era estranho, mas ela nem notou no calor do momento. A cena era estranha: Dick gritando e com a mão no nariz, que agora jorrava sangue, e Daimen á sua frente, dizendo para ele pedir desculpas á Melody. Antes eu era a excluída da escola, agora eu vou ser a excluida com um namorado paranóico. Ela estava pensando quando viu que Dick agora estava se dirigindo á ela, pedindo desculpas por ter sido um babaca.
Melody aceitou as desculpas rapidamente e puxou Daimen da multidão, sem ligar para o que a multidão de pessoas iria pensar e puxou ele para uma sala de equipamentos esportivos, ignorando a placa que pedia para não entrar lá.
- O que foi aquilo?!
- Você viu o que ele falou para você? Ele bem que precisava de uma lição, você sabe.
- Não estou dizendo isso. Você me jogou do outro lado do ginásio, á dez metros de distância e ainda assim eu quebrei a perna com o impacto! Isso não é normal, e não venha me dizer que você tem algum tipo de distúrbio ou algo assim, porque eu sei que não é o caso. Então me diga logo: O que foi aquilo?
- Melody, eu não sei se você está pronta para saber a verdade...
- O.K, então o nosso namoro termina aqui, se você não confia em mim.
Melody se encaminhou para a porta, mas quando sua mão encostou na maçaneta Daimen pegou seu pulso, puxando-a para perto dele no minúsculo armário, para fazê-los ficarem cara-a-cara.
- Melody, você quer mesmo saber a verdade sobre a sua hitória?
- Sim, mas o que você tem...
Daimen interrompeu-a:
- Melody, você é uma sereia.
- Melody, você está bem?- A voz de Daimen a trouxe de volta com um solavanco.- Está com uma cara estranha.
- Hum, não é nada. Estou apenas um pouco nervosa com o meu primeiro baile.
Melody sabia que não o tinha convencido, mas fingiu não notar e ele parou de falar nisso também.
Eles começaram á andar, em direção ao portão, que ficava do outo lado do estacionamento. Melody nunca tinha ido á um baile em nenhuma de suas escolas, mas tinha uma fraca ideia de como seria: Um concurso de beleza entre as meninas e os meninos vendo que consegue beber mais cerveja sem os professores notarem. Fora isso, a unica coisa que ela sabia era que eles decoravam o ginásio com um tema brega á cada ano. Este ano o tema era Baile Preto-e-Branco. Melody ouviu algumas meninas de sua sala discutirem se deviam seguir esta regra ou não, ir de vermelho. Parece que elas decidiram não seguir. Evlin estava com um vestido vermelho com contas até demais que quase chegava á ser uma blusa, com os enormes seios desproporcionais ao corpo pulando para fora. Melody sabia que se o recepcionista fosse uma mulher, ela iria botar Evlin para fora, chamando-a de prostituta, mas ninguém podia culpar o pobre aluno calouro por não tirar os olhos de Evlin. Todas as suas clones estavam de branco tão forte que brilhava no escuro, bem diferentes do vestido que parecia um céu estrelado de Melody, provavelmente para poderem se encontrar no meio de toda aquela fumaça.
O ginásio estava decorado com grandes bolas de rosas pretas, brancas e vermelhas penduradas no teto, e em arranjos nas mesas. As paredes haviam sido encobertas por panos pretos cintilantes, assim como o teto, e tinha uma enorme mesa de bufê no meio do salão com todo tipo de comidas que se pode imaginar. A cabine do DJ era toda branca.
Melody viu que todos os meninos a olhavam quase com selvageria, desejando-a em suas nuvens bêbadas, enquanto fuzilavam Daimen com os olhos. Algumas meninas a olhavam com desprezo, outras olhavem Daimen da mesma forma que os meninos olhavam Melody, enquanto outras simplesmente os ignoravam,
Melody sabia como os dois deviam estar parecendo: Um casal de modelos que estavam á caminho de Milão, e só estavam ali porque queriam "uma vida normal".
Ela podia sentir o rosto esquentando enquanto os meninos que já estavam bastante chapados iam em sua direção:
- E aí, gatinha, que largar esse boiola em algum lugar qualquer e vir comigo pra uma aventura fantlastica?- Sua lingua se enrolou na última palavra.
Melody lembrou que o nome deste brutamontes é Dick. Ele a havia cantado em seu primeiro dia na escola. Dick era um armário de cabelos loiro-escuros e olhos castanhos que eram quase pretos. Era da equipe de futebol americano da escola e já havia quebrado os dois braços de um menino com os dentes durante um jogo.
Ao ver que Daimen trincou o maxilar e já estava avançando, Melody teve certeza que ele não tinha chances nesta briga, de jeito nenhum, então pegou seu braço e o fez olhoar em seus olhos, dizendo:
- Essa briga não vale a pena, eles estão totalmente bêbados, não têm idéia do que estão fazendo.
Ela podia sentir Daimen voltando ao normal quando Dick gritou:
- O que foi, boiolinha, não vai entrar na briga por medo de quebrar a unha?
Agora ele tinha provocado de verdade, e Melody não pode deter Daimen antes dele dar um grande soco na cara de Dick, que gritou, e, pelo jeito quebrou o nariz, pela sua voz. Ela, que havia sido lançada para trás por Daimen, e batido na parede do outo lado do salão com uma força surpreendente e inumana, correu de volta para o tumulto, que havia reunido muitas pessoas, com uma dor latejante na perna que a impedia de andar mas já estava sarando. Quando chegou, sua perna já esrava curada, o que era estranho, mas ela nem notou no calor do momento. A cena era estranha: Dick gritando e com a mão no nariz, que agora jorrava sangue, e Daimen á sua frente, dizendo para ele pedir desculpas á Melody. Antes eu era a excluída da escola, agora eu vou ser a excluida com um namorado paranóico. Ela estava pensando quando viu que Dick agora estava se dirigindo á ela, pedindo desculpas por ter sido um babaca.
Melody aceitou as desculpas rapidamente e puxou Daimen da multidão, sem ligar para o que a multidão de pessoas iria pensar e puxou ele para uma sala de equipamentos esportivos, ignorando a placa que pedia para não entrar lá.
- O que foi aquilo?!
- Você viu o que ele falou para você? Ele bem que precisava de uma lição, você sabe.
- Não estou dizendo isso. Você me jogou do outro lado do ginásio, á dez metros de distância e ainda assim eu quebrei a perna com o impacto! Isso não é normal, e não venha me dizer que você tem algum tipo de distúrbio ou algo assim, porque eu sei que não é o caso. Então me diga logo: O que foi aquilo?
- Melody, eu não sei se você está pronta para saber a verdade...
- O.K, então o nosso namoro termina aqui, se você não confia em mim.
Melody se encaminhou para a porta, mas quando sua mão encostou na maçaneta Daimen pegou seu pulso, puxando-a para perto dele no minúsculo armário, para fazê-los ficarem cara-a-cara.
- Melody, você quer mesmo saber a verdade sobre a sua hitória?
- Sim, mas o que você tem...
Daimen interrompeu-a:
- Melody, você é uma sereia.
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